na mesa de cabeceira guardam segredos que eram repetidos apenas para o espelho. Depois que colocou o pano azul para cobri-lo nunca mais ousou pensar neles. Costurava a garganta todo dia para não cantar as canções daquele tempo em que a maresia trazia o balanço das ondas para o quintal. Vivia todos os dias a metamorfose de se regenerar… na dor. Era a asa quebrada, no vento forte. Precisava da mão para sobreviver. Queria leveza para que não doesse a alma — algumas dores nos fazem mais fortes — para que apenas passasse os dias com suas rotinas.
O medo — ainda bem — é passageiro… dá coragem para pousar, quando é necessário o voo.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar os quintais
Scenarium Livros Artesanais
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Hello Mariana ,
Happy Women Day!🙏
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Hello! Thanks!
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❤️✨🌻
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Grata! ❤
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Gratidão por estares aqui 🌷
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Gratidão minha!
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Beautiful ❤️
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Thanks tou! 🌸💐
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Lindamente intenso: “Costurava a garganta todo dia para não cantar as canções”.
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Grata, moço! Abraço carinhoso
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