
Escrevo histórias. Com ele, abro infinitas possibilidades. Já escrevi esperanças.
Hoje, escrevo esperas. Chegadas. Partidas.
Escrevo os dias de férias, de aconchego no colo de pai. – escrevo lembranças…de choro. De risos – escrevo sobre o amor.
Às vezes, apago tudo e escrevo de novo. Dou os detalhes das noites de insônia. Das noites de Lua. De estrelas. Das madrugadas frias ou quentes.
Escrevo sobre a estação da minha alma. Desenho os pingos da chuva. Exclamo entre letras as tempestades e seus trovões a ecoar. Molho as páginas dele com lágrimas de alegria e algumas poucas vezes, de tristeza.
Conto nas linhas as perdas e contabilizo os ganhos – sou abençoada – sempre.
Descrevo nele a textura da pele dela que em meus momentos mágicos é tão alva e em braile traço mapas e as rotinas todas do amor.
Escrevo nele a previsão do tempo. A simbologia dos astros. A precisão que a alma tem de escrever. Falo do que vivo e aprendo. Falo do sabor das frutas temporãs do meu quintal. Das flores variadas que nascem aqui. Da natureza que invade meu lugar e do vento que insiste em morar aqui.
Falo do amanhecer e do sol se escondendo no horizonte… dos tons de laranja a esparramar em meu quintal.
Das canções que a vida cantou para mim e das poesias que transformo em música.
Das nuvens a lembrar desenhos e letras, mas principalmente, sobre a magia dos toques em minhas mãos.
Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação
“Já escrevi esperanças.
Hoje, escrevo esperas.” … eita poeta que sabe fazer a gente chorar!
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de fazer chora, você entende…Beijos, linda!
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