Corredores, Codinome Locura · Das palavras das cartas

Carta ao meu pai aos cuidados de Agosto

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abe, pai. Quando ouvi essa palavra pela primeira vez foi como se eu fosse marcada pela força que ela emana e descobrisse que ali, naquelas três letras estava todo amor definido.
A pronúncia, entre balbucios e riso e teu olho cheio de água plantou em mim uma árvore da qual me espelho até hoje.

Virei essa árvore e a minha raiz vem do alicerce forte que você me deu. E quando por vezes uma ventania espalhava minhas folhas vida afora, eu me agarrava na certa de que minhas raízes estavam seguras no amor, no exemplo e no amparo que você sempre me deu.

Muitas vezes, quando me rebelava em meu espírito de filha, você me mostrava caminhos, indicando-me onde era mais fácil trilhar. Por mais que eu me perdesse nas buscas, sua mão estendia-me a direção.

Me ensinou a ter consciência das perdas que por vezes tive.
Ensinou-me a valorizar cada ganho e principalmente a ter respeito por tudo. A vibrar com vitórias sem parecer prepotente. A vencer sem derrubar ninguém. Me ensinou a ser eu. Tão própria dentro do meu mundo e tão raiz tua.

Te desenho hoje na simplicidade dos dias. Você, pai, de sorriso largo, de persistência intensa. Com toda vontade de viver exemplifica o amor incondicional.

Feliz Dia dos Pais!

Mariana Gouveia

 

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