A lua daquele dia não me sai da cabeça.
Ardia quase,chamando atenção sobre si.
Ainda a sinto tonta,vagando entre uma árvore e outra buscando espaço leve num telhado ou escondida por detrás de uma nuvem.
Ainda a vejo quase disfarçando cores entre um pedaço do céu.
Ainda surge em fases diferentes e metade/cheia metade/vírgula e finda-se no horizonte.Me deixou cheiro de manhã orvalhada com sol desmanchando lágrimas nas flores.
Como as incontornáveis luas de junho buscando itinerários nos olhares teus.
Mariana Gouveia
Ainda sobre o efeito de um arquivo que chegou aos meus olhos, digo com raro prazer que a combinação entre palavras e imagens me deixou quieta com sentimentos mil a pulsar aqui dentro dessa caixa que sou. Grazie carissima
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