Dançava com o vento, na maioria das vezes, continha o riso para não escandalizar os ausentes.
– diziam que tinha a loucura no olhar –
De vez em quando, por reflexos, através de um espelho, via a vida como se fosse um autógrafo para que ninguém apagasse dela o costume de viver. Ainda assim, todo dia escrevia uma carta sem destinatário contando seus segredos internos… Ou seu diário de amor.
Mariana Gouveia
Das coisas breves


