Foi com letra garrafais que desenhei julho em meu calendário. Alguém, um dia me disse que foi quando aprendi a voar.
Primeiro, em passos curtos, depois, como se fosse correr e só depois de escrever em diários abri as asas e voei.
Bem depois, quando eu já era liberdade e mãe, fui chão… criei raiz para minha cria se criar cidadão do mundo e do seu lugar.
Fui cartaz de busca, de procurada, fui voz.
Fui lugares estampados em fotografias de estantes, fui casa e quase fui poema de amor.
Julho para mim foi july…
Fui ser julho em dias perdidos…
e fui flor de ipê temporã.
Fui escrita, cardápio…
Fui julho em um nome e sem nome…
Fui apenas um mês.
Se bem que depois, vieram das datasse tornando significância maior e fui muitos dias dentro de julho.
Fui 1º, porque assim era quando eu nasci e nesse dia fui fada. Depois, fui 13, perdida no luto de um filho que não viveu.
Mas para não ser tão vaga nos dias, o universo me fez múltipla no dia 22.
Só daí eu fui muitas e continuo sendo além.
Mariana Gouveia
Agenda 2023 – Scenarium Livros Artesanais

Parabéns amiga… beijos
CurtirCurtido por 2 pessoas
Muito obrigada, minha flor! Beijos
CurtirCurtido por 1 pessoa
Parabéns, Mariana 🌷
CurtirCurtido por 3 pessoas
Muitos parabéns, saúde e poesia, sempre poesia!🌞
CurtirCurtido por 2 pessoas
Sempre poesia, minha flor. Grata!
CurtirCurtir
Muitos parabéns!
CurtirCurtido por 2 pessoas
Muito obrigada, Irina! Abraço
CurtirCurtido por 1 pessoa
A poetic and nostalgic reflection that marks July in bold letters on the calendar, recalling it as a moment of personal transformation and the time when learning to “fly” began.
CurtirCurtido por 2 pessoas
Thanks!
CurtirCurtir