Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Logo vai embranquecer diante da janela

5, junho

As manhãs de junho começaram frias nesse ano, apesar de que logo que o sol surge, com ele vem o calor costumeiro. Coloco a água no fogo e vou buscar as folhas de menta para o chá. Ainda não chega a ser manhã nem madrugada. É aquele entreposto de crepúsculo antes do dia ser anunciado.

Com o mel na xícara espero que a fervura atinja os 5 minutos enquanto repito a música que toca no rádio, sob o olhar pidão do Yoshi… o queijo derrete na frigideira e o pão recebe o ovo e o queijo derretido. Lembro do meu amigo que brinca de ser chef de que queijo é bom com tudo… devo concordar que sim, é. Pelo menos com os “tudo” que experimentei.

Fiquei pensando em seu quintal molhado de chuva e mentalmente ri ao me lembrar das invejas coloridas nossas, de tempos atrás. Acho que fiquei com uma invejazinha cor de chuva de você. Aqui está realmente seco e já fico preocupada com o Pantanal.

Brinquei com a mangueira aqui também, mas não molhei a janela e sim as plantas que, apesar de terem sido molhadas ontem a noite, parecem suplicar por água. O céu clareia e nenhuma nuvem para contar história. Será um dos dias mais quente aqui – a moça do tempo falou agora a pouco.

Abro a janela e inspiro os aromas do meu quintal. Afago o cão, coloco mais um pouco de chá na xícara e vou ao meu passeio matinal viver a vida.

Mariana Gouveia

2 comentários em “Logo vai embranquecer diante da janela

Deixe um comentário