
Uso a lunação de câncer para traçar as rotas dos desvios para atravessar os quintais.
O baile imaginário no voo do pássaro enquanto um jazz toca na solidão da lua.
Haverá eclipse na madrugada e já antecipo a penumbra da noite. Fecho as janelas e as cortinas balançam com a suavidade do vento.
Leio poesias que alguém desenhou na pele e quase me perco dentro da dimensão dos arrepios.
Havia flores ao longo da rua quando a lua chegou em seu estado real de cheia e nem varal, ao invés das roupas brancas, o amor brinca de beijar a lua.
Mariana Gouveia