Scenarium Livros Artesanais · Sete Luas

Sete Luas – minhas impressões

Algumas fases permanecem para sempre…


Sete Luas foi aquele apaixonar diário desde o convite vindo por email e a palavra Cais rondou meus dias por um bom tempo.
Quando bati os olhos na capa – ainda sendo dúvidas da editora -Lunna – horas antes do lançamento – rendi -me! 
O amarelo foi como se o dourado da lua cheia invadisse as janelas do edifício e ali todas as fases e sensações dos escritos me invadisse. Foi quase um uivo de lua.

Aconteceu uma pausa entre o encanto e a posse. O carteiro de todo dia não cabia em risos e repetiu a frase quase que costumeira quando o pacote ganhava meu abraço: – acho que a sua lua chegou!

Sufoquei – me com as luas incompletas de Aden Leonardo. Antes começasse a amar o abandono era quase um convite para soprar a lua e delirar dentro do que não foi vivido. Aden é esse uivar em um mistério.

O contrário, de cabeça para baixo, era possível repetir a palavra encanto nas luas de Adriana Aneli. A lágrima, a lâmina… sendo corte e líquido nas fases soltas de Lua. À mercê do impossível caberia em uma história cantada pela menina que adora ópera.

Adriana Elisa é esse frescor  Nas antigas tardes em que não queria inventar coisa alguma e é cópia da mãe – Adriana Aneli – e única em sua doçura agridoce nas memórias de Lua e do amor.

Ingrid Moradiam é  aquela menina que me me leva pelas mãos em outras infâncias e me lembra que se eu apontar o dedo para as estrelas, nasce uma verruga bem na ponta do nariz – porque aqui, a lua é a parte principal…

Já eu!! Mariana Gouveia… Ah, No cais outra vez… conheço os ancoradouros de minha infância como se sempre estivesse ali, faminta de amor e possuída de saudades. E ainda nem sabia o que era amor.

o cais a seus pés
e o mar em seu estado bruto
– de onda

Nic Cardeal
é esse ponto cardeal ao Sul… Em metades ou quase nada...
Mentira!
É tudo, essa menina! Inteira… quase fases de luas cheias o tempo todo.

Sabe aquelas fases em que você sempre viveu e que é quase além das fases da lua que conhece?
Rebeca Navarro é esse grito na garganta que fica calado. E que quando solta consegue voar pelos plexos lunares.
Nos aposentos fechados para o dia é bem ali, detrás da cortina que me contive na voz e nas palavras. Aluei!

As luas em suas intensidades me deixa avuada de lua… e avuada era a palavra que me definia para minha mãe:
– Esse jeito de lua que você tem, menina… Parece avuada! Essa letra feita de satélite nas pontas do dedo…
Por falar em lua…

e essa Lua de Papel que sempre me domina?
Posso ser eu, assim?

Mariana Gouveia
Sete Luas – Scenarium Plural Editora

 

 

 

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