Não teve missa, o domingo. A igreja fechou para reforma. A oração foi designada para as casas. O vento veio fazer parte do momento. A asa trouxe o número da sorte. Vai que muda a estação e a previsão do tempo erra. Entende a certeza da vida. Ela é ilusão de sopro. Vai até onde ninguém pode alcançar. Há ocasião que é boa para voar. O espelho mostra a verdade inversa. Busca a poesia na cura. O sossego no silêncio é quando o voo grita e as acrobacias no céu pedem pousos. É utopia a certeza do espaço. O abismo é a pálpebra quando abre e o horizonte é a linha imaginária na superfície. O dia destinado ao veneno não é adequado para rezas e uma esquadrilha faz movimentos no céu. As asas, do avesso, rastejam.
Alguém me pede para ser árvore quando em minha escolha sou folha.
Mariana Gouveia
Agenda 2025
julho, 07
Scenarium Livros Artesanais

Lindo!
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Grata!
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Estava te lendo e lembrei de Cora Coralina… Uma lembrança justa… 🙂
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Ahh! Fico feliz pela lembrança. Grata!
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