viu o luto nas memórias das caixas vazias
escreveu histórias que ninguém leu…
Desenhou mecanismo para a rota das formigas.
Não dormiu
sonhou com viagens além dos rios e pisou descalça na grama
comeu o verdume das folhas. era ainda criança quando ousou voar
Tatuou a liberdade em asas
nas costas
viu a cura ao alcance dos olhos
falhou nos abraços dados
coloriu o jardim nas sementes plantadas
e a vida se renovou em germinação.
a vida, por um instante é cíclica.
Afinal de contas, os séculos se repetem em consonância com os verbos do passado…
O ponto só é final quando se chega ao fim.
Mariana Gouveia
