“Um espírito livre não cabe nas gaiolas de um corpo domesticado”.
Às vezes a gente volta pra gaiola. Pra padrões antigos porque parecem seguros e são conhecidos. Às vezes o medo da vida, de soltar a ilusão do controle fala mais alto. Mas a volta nunca é no mesmo lugar e, talvez por isso, lá no nosso íntimo, se permitirmos a abertura do coração, a gente reconhece e faz o movimento para o novo salto.
Tenho re-conhecido minhas águas e permitido que elas corram livre. E tem sido ali, com as mulheres de maior idade que eu, que tenho recebido o sábio acolhimento delas pra fluir esse mar de emoções que também sou. E tem sido lá com as mulheres de menos idade do que eu que tenho remado por águas novas. Permitindo e brincando com minha autenticidade, luz e sombra, camadas e mais camadas. E sim, minhas águas compõem esse oceano infinito por onde tenho remado. Tem sido com o cuidado amoroso da Ana que me permito transitar em ser água e barco, onde me lanço e onde me acolho e me dou borda. Onde cultivo o movimento de minhas águas, da mais límpida à mais densa. O barco não navega na terra. A terra é de onde ele sai e onde ele atraca, pelo tempo que decide. É o porto seguro. O mar é a aventura. É lá onde se experimentam tempestades, remansos, ondas diversas, movimento contínuo. E é lindo e potente compor uma tripulação que vai dia a dia aprendendo a remar junto, cada uma a sua maneira e com o objetivo comum de atravessar, seja lá o que for. Não quero temer minhas águas. Quero cada dia mais aprender a fluir com elas. ” Sou peixe, a água é meu lugar”.
Luana Souza
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Estamos em Agosto e por isso, temos BEDA.

muito bom encontrar Luana Souza por aqui…
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Adoro a escrita dela. Não resisti.
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Um presente e uma honra me ler por aqui. Gratidão Mari!
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A honra é minha, Luana! Grata por me permitir postar aqui. Beijos
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