Corredores, Codinome Locura

Dos dias de chuva.

Revolve a terra com as mãos… Sente a energia vibrante da vida. Havia acabado a chuva e os pingos ainda caiam das folhas.

No ar o aroma do mato verde… e o escuro da noite a apontar distante. Na esquina, um homem cobra ausência dos filhos… e canta um hino de espera.

Relâmpagos cortam o céu, onde um rasgo de sol rompe a nuvem escura que anuncia chuva para logo mais…

O quintal ampara minha solidão, acolhe as dores que rompem as horas prolongadas no escuro. E a vontade de grito rasga o silêncio…

Mariana Gouveia

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