Criou vínculos com o jardim por causa da flor. Nem era a estação predileta e nem sabia regar as plantas. Carregava dentro dela palavras que eram furacões. O vento interno derrubava verdades impostas há anos.
Depois da flor, encontrou repouso no quintal. Descobriu a metodologia das plantas, conheceu a rota migratória das aves. Decifrou enigmas nas asas das borboletas. Aprendeu a voar. Conheceu os caminhos das miudezas do chão e descobriu vestígios de se encontrar no céu.
Depois da flor, a vida dela era entre a vivência de uma manhã primaveril no seu quintal não importasse qual fosse a estação vigente e o farfalhar de efeito borboleta no seu íntimo.
Depois da flor, ela aprendeu a amar.
Mariana Gouveia

Um comentário em “Depois da flor”