Corredores, Codinome Locura

Dos dias de chuva

A fuga das dores reflete no equilíbrio das palavras. Alguém diz sobre a sorte de um amor tranquilo e a canção decifra a solidão que invade o dia.

Que era assim que tinha sonhado e que passaria a vida inteira a ser ponte para asa e pouso. Havia quem dizia que era doido – o homem – e que o sonho era tão maluco quanto ele… Eu, apenas imaginava que não importava o que falassem dele… que dentro dos olhos dele o céu criava jeito de espaço e morada para pássaros sem árvores. E que das mãos dele, já com instinto de cansaço ainda continuavam espalhando sementes em dias de chuvas. Em cada dia ele repetia a história… Cada dia com uma ave diferente, cada dia com uma árvore nova e seu quintal se juntava ao meu e em oração pelas aves sem árvores ele criava dentro de sua história motivo para viver. 

Mariana Gouveia

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