É ainda a minha lembrança e meu abandono. Os olhos que de tarde, cansados procuram seu rosto nas pessoas que passam apressadas. É a canção que toca nas ruas antecedendo o natal. A brevidade da minha espera. Mas é dor e cansaço – então deixo que saia de mansinho como quem não partiu – por isso, fico em silêncio e finjo não sofrer nas tardes mornas e nas madrugadas serenas, porque o ir tem a mesma magnitude do ficar. O ir é esse avanço no tempo para mudar o que já não pode ser. as escolhas são como as gotas da chuva e o voo do pássaro – necessários – para que a vida seja adiante, duas casas a mais na rua de cima. Duas perdas doloridas que esvaziam o peito e deixa essa sensação de lotação esgotada. É ainda o amor das lendas, das histórias não escritas, mas que não coube no final feliz. Sem palavras, sem verbos, sem elos.
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega – Roseli Pedroso e Suzana Martins

🖤
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❤
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Que belas palavras. Parabéns!!!
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Muito obrigada! Vi que você compartilhou e agradeço a intenção, mas o post faz parte de um conjunto de post com alguns outros autores e a minha editora. Geralmente, nesses casos, não há opção de compartilhar. Abraços
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Parabéns a toda a equipe. Abraços!!
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Grata!
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