Corredores, Codinome Locura

Era uma vez, a coragem

Tinha rosto de homem e pintou a floresta de igualdade. Possuía o sonho de unificar o mundo, ou a etnias e com isso ele vivia dentro de sua cor de alma.

Vivia entre a natureza e o equilíbrio tênue – em uma mão, o acolher… em outra, a liberdade que as árvores e os rios possuíam – e a liberdade cobra o preço de quem aprecia o vento.

Quando a certa altura tudo começava a fazer sentido na vida do homem e daqueles que o cercava, que com a coragem no olho, desbravou a sensibilidade do dentro. Eu-você-ele-o-outro-igual. Era como se a floresta vibrasse na essência viva do acontecer.

Mas, nem tudo é tomado pela cor e quando tudo era princípio e começo e a vida fluía no sentido da correnteza do rio, o destino tomou pelas mãos o homem… e as encruzilhadas se misturaram diante do dia em que ninguém sabia o que fazer.

Havia apenas o homem e seu destino de dever cumprido. Havia apenas um quadro onde a floresta perdia a cor.

E os elementos da natureza na própria observação dos fatos apenas agradecia a coragem do homem que ousou ser ele, em sua essência, igual ao seu semelhante.

Ao pensar acerca das razões porque a floresta ficara sem cor, e o homem em sua coragem virou menino pintor… concluiu-se ao fim do dia que não importava se o homem nem era mais dali… A floresta pertencia a ele por onde quer que fosse.

Mariana Gouveia

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