A estação errada surgiu dentro de outra estação. A paixão que nasceu em séculos atrás ecoa no quintal onde a vida escolhe a cor. Li sobre os búzios que cintilavam há um ano atrás. A canção sertaneja repete em algum lugar. Visito suas coisas no baú. As recordações bate recorde de fugas – o nome ecoa – em azuis desbotados de presença.
Alguém anuncia um mês – o das flores – enquanto que para mim os dias emendam um no outro nessa busca. A espera é essa fragrância de flores secas ainda no pé.
A lua hoje não está para peixes e os búzios trazem o barulho do mar para a margem do rio que seca. Flores desenham caminhos que levam para o nada. Depois do jardim molhado, a noite rescende essência de amor.
O vento vindo do sul traz a maresia feita à mão… essa mesma mão que afaga o corpo como se fosse pétalas de flor e desenha no ar seu rosto, visto através do vidro fosco de algum museu.
A saudade é esse quadro fora da exposição.
Mariana Gouveia
Quando chegar setembro e a primavera colorir as flores…

🤍🤍
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❤ ❤
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