Scenarium Livros Artesanais

De frente para o medo, os corredores vasculham a alma de madrugada.

De frente para o medo, os corredores vasculham a alma de madrugada. A floresta é logo atrás da janela fechada. O mar bate nas ondas com fúria das pedras. A lucidez foge e as alucinações são os dias sem novidades e tudo sempre a mesma coisa quando se conta os segundos dentro das horas. Citei mil vezes as cores dos olhos dela. O calor da noite a invadir o quintal. As violetas brancas a parir as flores na certeza da semente.

No rádio, o sinal sonoro das horas. E a maresia fazendo sinal de saudade com a boca a sal.

O café servido para a turma da noite e os bules fazendo barulho em qualquer canto. Trinava a ave de todo dia. O vento bate na janela fechada e a busca do nome a ecoar saudades do que nem foi vivido. Essa loucura – dizem que pega – é mal de quem mente que não ama amando.

Do outro lado, as regras são quebradas em fotografias com canções dedicadas. Desse lado, toda a noite, a lua é parda.

Mariana Gouveia
Estamos em Agosto e por isso, temos BEDA.
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Roseli Pedroso – Suzana Martins e Bob F

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