Scenarium Livros Artesanais

A lua como testemunha

Mergulhou os pés na água e respirou a maresia das folhas no quintal. Se especializou em catar búzios na praia que misturavam-se aos insetos no jardim. O risco no céu, quase nítido e a sensação longa de silêncio. Um dia, a distância seria apenas no mapa. A lua nova testemunharia o enredo todo. Uma história de amor descrito. Mil cartas amarrotadas, dentro de um baú… Vazio.

Mariana Gouveia
Estamos em Agosto e por isso, temos BEDA.
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Roseli Pedroso – Suzana Martins e Bob F

12 comentários em “A lua como testemunha

  1. Uma narrativa cujo narrador omnisciente se centra numa espécie de flash back em dois momentos 1-o lugar coabitado por um eu integralmente ausente mas que “mergulhou os pés na água ” numa sucessividade de actividades como “catar búzios na praia a “misturarem se no jardim ” e acabar na “sensação longa de silêncio” 2-A sensação do silêncio recai na presença da lua nova que servirá de testemunha de “mil cartas amarrotadas ,dentro do baú”….VAZIO.Este adjectivo funciona como uma especie de “caixa de Pandora ,permitindo ao leitor questionar o VAZIO a aliar -lo à “sensação longa de silêncio”num desejo profundo, por um lado o esquecimento de um amor já sem amor , por outro a Dor de uma perda Indesejável. A ausência ,não só do narrador como de um Eu Enigmático dão à narrativa um tonus de sofrimento /dor da alma de um Amor a deixar marcas profundas de um VAZIO por esvaziar .De resto .as reticências indiciam perfeitamente que o Vazio funciona como o.background de sentimentos ,por arrumar ,deste ser humano. Maria

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