Corredores, Codinome Locura

Para sempre é muito tempo para quem não tem tempo.

Para sempre é muito tempo para quem não tem tempo. No corredor, a cortina foi trocada por persianas por sugestão do vento que veio do sudoeste. A esperança trazia a sorte na mão. As asas tinham a dimensão exata da dor. Os vidros das janelas dos casarões da esquina foram quebradas além do muro. Sentiu saudades da chuva. O céu anda tão estável. A mão é esse abandono de toque. A vida, parada, sem diagnóstico e endoidava com a tarefa simples de viver.

Mariana Gouveia

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