
Abri as caixas todas – as de papelão, de chapéus, (que eram de meu pai) as de camisas – misturei as histórias todas. As minhas e as que me contaram.
O tempo mudou dentro da manhã. A estação desejou caber nas flores. A dimensão do voo sabia da vontade da asa.
A liberdade rabiscada nos muros. O moço da reciclagem coube no meu abraço. O céu abrigava a pipa do menino da rua de cima. Brincava de ser capitão do ar. Rodopiava em direção às nuvens enquanto a canção no rádio falava de amor. E ninguém voava. Os voos foram cancelados em intenção da dor.
A rotina ainda não se desenhou nos meus dias com exceção das aves que vagueiam por aqui e brigam com os cães pelo alimento que sobra. É quase tudo esse silêncio da alma. A vida medida em gotas e o corredor sem cor ostenta a solidão vazia no olhar das pessoas e a vontade é esse bater de asa no peito.
Mariana Gouveia
💜💜
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❤ ❤
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Cativante Mariana.
Vou publicar na revista.
Obrigada por escrever tão intensamente !!!!!!!
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Grata, minha flor!
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https://wordpress.com/post/masticadoresbrasil.wordpress.com/5839
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Para mim, só aparece uma autorização para publicar.
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Bater de asas feito beija-flor…
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Grata, moço!
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