Depois das perdas o corpo ganhou ares de memória. Seu nome apareceu nas lembranças e repeti o ritual de todo dia… Café, oração, café, busca, café, jardim, café, asas e só daí sigo o caminho rumo à rua de cima.
Enquanto atravesso a madrugada-quase manhã tento lembrar onde te perdi. Em que vácuo da vida você escapou?
Respiro enquanto corro para alcançar o ônibus e as lembranças ficam nas asas do quintal e na singeleza da rua de cima.
Depois das perdas, as lembranças se tornam apenas lembranças… Afinal, o dia é feito para viver.
Mariana Gouveia

Vivendo e se perdendo no vácuo dos nossos corações…
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Sempre, Ricardo! Abraço
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Ritual de café… em dezembro! Vou escrever a respeito… tem relação com a minha tentantiva de se acostumar com a inversão dos meus hemisférios.
Ps. Fiquei a pensar nessas tentativas de encontrar o que se perdeu, escapou. Era algo que eu experimentava quando tentava me lembrar quando foi que eu e Pr paramos de nos corresponder. Mas nem eu, tampouco ele encontramos respostas para essa pergunta.
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e o ritual de café continua aqui…
bacio, amore
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Tudo e todos de algum jeito vira lembrança. Que texto bonito, delicado…E bora viver enquanto tivermos dias. Abraço!
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Vamos, Roseli! Abraço carinhoso ❤
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Quatro momentos narrativos numa linguagem coroada de simplicidade sobre as lembranças da vida .Acabam por cair tal como as asas de uma borboleta .O eu narrativo deixa como mensagem a vida continua embalada pela ideologia da felicidade.Maria
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Grata, Maria! Abraço
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