Filha,
será que consigo te escrever? Será que as palavras que tanto amo saberão descrever o que sinto por você?
Eu te gestei no coração… e os nove meses de espera para ver seu rosto me fizeram sua ‘outra’ mãe. Eu te vi bem antes dela. Cantei seu nome ainda no berçário e te peguei nos braços tão franzina que o medo de te machucar me fez te devolver para a enfermeira em seguida. Ensaiei seu nome várias vezes. Mas, para mim, só aparecia a palavra filha. A menina que não nasceu de mim, mas que eu amo como se tivesse te dado a vida. A menina de sorriso largo e que enchia meu coração de amor.
Depois, fui seguindo seus dias. Seus primeiros passos, e o tiiia – quase sua primeira palavra – me fez chorar. Depois chorei com os nascimentos de seus filhos e acho que tenho feito isso a vida toda. A cada dor, eu sofro junto… a cada alegria, rio junto.
Por sua causa, agosto é todo ano para mim. Seu dia me chama no calendário como se nesse dia eu ganhasse um presente todo ano. Não se nasce atoa em agosto… em agosto nascem os guerreiros. Os que vencem qualquer batalha. Os fortes – mesmo quando se sentem fracos – e os escolhidos.
Sabia que quando falo de você meus olhos sorriem junto das palavras? E quando falo de sua família, mas do que genética, meu coração se enche de orgulho do quanto você costurou seus dias dentro da doçura do amor.
Em letras enormes eu digo que você ADOÇA a vida das pessoas ao seu redor e que te envolvo no meu amor por você.
Te amo para além de aniversários e vida afora e te desejo que a vida seja sempre adocicada.
Beijo,
Mariana Gouveia
Agosto é o mês dela e de Beda.
Participam junto comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Mãe Literatura –
Suzana Martins – Roseli Pedroso



Doçura a toda prova!
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Essas linhas é você numa extensão solar… dá até para ver os raios iluminando tudo em volta.
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É amor na extensão da palavra… Tu sabes-me 😍
Ahhh, tu é linda comigo 🥰
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