Nas gavetas reviradas, procuro o perfume esquecido das rosas que minha mãe plantava. Era hoje, há anos atrás – as flores e seus insetos feito pingente – a fragrância exalava pela rua de calçadas altas. Ela contava histórias de jardins, quintais e de que a felicidade pode ser colhida diariamente, em pequenos momentos – ninguém é feliz o tempo todo – e lembro-me da borboleta que passou e ela falou de viagem.
Guardei aquele momento, onde a realidade era completa. Nunca mais se repetiria as frases ditas naquela rua de calçadas altas…
No outro dia ela se foi e ficou apenas o perfume esquecido das rosas que ela plantava.
Mariana Gouveia
Ser de flor

Muita sensibilidade traduzida nas palavras e imagem, Mari!
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Grata, minha flor ❤
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🌻
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