Corredores, Codinome Locura

Era para ser um poema

Era para ser um poema
e nas miudezas das coisas, veio a delicadeza. O diário chegou ao fim.
Era para ser vento, mas esse, acanhou-se depois de beijar o pólen.
Os mapas vincados na pétala da flor e o eco das palavras ganhando dimensões além.
As memórias se evaporando em meio ao silêncio do dia.
Hoje, o jardim espera a noite para amenizar o calor do dia.
É como se o deserto fosse aqui.

Mariana Gouveia
Ser de flor

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