Vasculhei o baú de coisas tuas e achei ali – ausência – minha.
Junto das lembranças, um relicário feito de jardim e a flor silvestre no pingente – você transformou a flor que eu trouxe do campo em joia – e as pinturas ao lado do poema que fala de mar, o anel.
Uma borboleta de prata, que uma amiga enviou e as conchas marinhas feito versos dentro dos séculos. A ausência era minha. Tão vaga em você. Releio as frases das cartas que não enviei e ali, exponho gotas de saudades, que é para molhar a flor do campo, em seu relicário, para que ela não morra de sede.
Mariana Gouveia
Ser de flor

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Texto tão delicado quanto a imagem 🙂
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Grata, minha flor!
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😊🌻
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Relicário. Adoro essa palavra. Embora a imagem não venha porque o som chega antes. Como sinos a soar distante as onze horas da manhã
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Eu também adoro a palavra Relicário! E gostei do sino a soar… cheguei a ouvir aqui. Bacio
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