Corredores, Codinome Locura

As lembranças ecoam aqui.

Folheio as fotografias como se elas pudessem me fazer voltar no tempo – quase vejo as cenas de novo – e todo ano é essa memória que busco.

Meu pai, ao redor da fogueira, nos falando sobre as simpatias da véspera do dia do santo. O cheiro dos doces, do milho, do fogo e os irmãos menores, na correria como sempre. Será que algum dia eu também corri assim?

Isso era tão comum no 23 de junho. Viver esse dia era tão mais legal do que o próprio dia de São João. Os enfeites, feito durante a tarde, dentro da mesma algazarra fazia com que minha mãe repetisse o mesmo mantra de todo ano: o melhor da festa é esperar por ela.

E assim, acontecia a alegria na dança ao redor da fogueira, nos comes e bebes e na lua que sempre foi testemunha do amor que havia ali.

Viva São João!

Mariana Gouveia

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