De dia, escondia-se nas letras
escrevia sobre política, religião.
Costurava as vontades como casulos
ao redor do riso, do olhar
da boca, dos sonhos.
Era artesã do desejo.
À noite, ela descobria-se
Com asas plenas de sonhar
Se mostrava.
Amava ela, em metamorfoses em que as asas
davam lugar
às imaginações.
Mariana Gouveia
