Era ali, onde eu morava. Meu país era o aconchego dos braços dela.
Mesmo quando não havia presença era ali que eu me aninhava e estava segura. Feliz. Em paz.
Mas, em guerra, o peito dela não abriga mais minha cidade. Transformou em ruínas o que era meu lugar.
Virei peregrina desse deserto intenso. Endoideci.
Vaguei incessante em terras alheias buscando abrigos.
Nenhum lugar me pertence.
É comum em noites banais desenhar ela, seu nome, suas lembranças em meu corpo todo.
É comum ela estar em mim.
Enquanto vagueio, meu olhar de louca procura sinais de uma reconstrução que não tem mais.
Mariana Gouveia – do Divã
*imagem: Ali Perrault

Vc e sua palavras únicas … Lindo!
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Tô com saudades de Lua! Beijos
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Ah!Mari…olha que eu volto!Bjooo
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tem uma música que diz: é só fazer assim, que eu volto…
Tô te esperando…
❤
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*” Virei peregrina desse deserto intenso. Vaguei incessante em terras alheias buscando abrigos.*
* Nenhum lugar me pertence.Adorei este momento narrativo .Excelente .*
*Maria *
Sem vírus. http://www.avast.com
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Muito obrigada, Maria! beijos
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