
Quando pequena, aprendi a fazer certos rituais.
Cortar os cabelos para crescerem mais rápido.
E, nas noites serenas de sextas…
Acender a fogueira para revogar a graça de tudo,
e podia ser colhido.
Unir agulha,
linha e pano branco para cerzir as quebraduras
Mariana Gouveia
Projeto Sete Luas – No cais Outra vez
Scenarium plural Editora
*imagem: Ahndraya Parlato
*b.e.d.a — blog every day april — um desafio que surgiu para agitar os dias de abril e agosto nos blogues e comemorar o Blog Day.

Me lembrei de uma vez que estava sentada na mureta da casa da nonna quando fui atirada ao chão e cai por cima do pulso. Senti uma dor pequena, bastante incomoda. O pulso estava aberto. Não faço idéia o que isso signifique até hoje. E lá veio a nonna com agulha e linha, dizer frases para eu repetir. Depois enrolou o pulso em sal grosso e vinagre. Até hoje eu odeio o cheiro de vinagre. Mas, no dia seguinte estava curado.
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Minha mãe fazia isso também e aprendi as palavras e repeti com meu filho anos depois…E curou…
Bacio, amore
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