
minha janela
eu já era plena de riso
Já era nua e o vento, meu
Peguei a onda pelo cabelo
e os peixes, em delírio de estar
era toque de mão no corpo todo.
Quando o mar entrou em minha vida adentro
trazendo a maresia para a moldura da sala
eu já era poesia na palavra dela
Quando o mar me amou
eu já era marítima e mais nada
eu já era puro amor de mar.
E já não podia ser de mais ninguém.
Só dela.
Mariana Gouveia
*imagem: Tumblr
“eu já era”… tu sempre foste e continuas a ser uma das minhas referências maiores da escrita em língua Portuguesa. Por isso e tudo o mais, o meu muito obrigada. Abraço. Margarida Afonso Henriques.
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Ah, moça linda! O agradecer é meu.
Obrigada sempre!
Abraço
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eu já era poesia na palavra dela. Belo, Mariana
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Já, Ana! Beijo
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Li esse lindo poema no transito da cidade paulistana, enquanto os caminhos se reinventavam, eu fugia para o mar. grazie amore
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nessa hora, o que lembro é nós duas tirando fotos pra não corrermos riscos de novo de não ter nenhuma prova de que tivemos juntas.
Grazie, bambina…
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