das coisas breves

* há muito que a tua falta é somente a minha falta  iluminada pela tua

Na falta de água bebe das lembranças de outrora. Lembra do dragão que comia na palma da mão dela e da menina que descobriu as asas assim que lhe deram outro coração.
Pensou na noite passada e da ventania que veio do sudoeste.
Riu das lembranças se apagando e desejou que os espinhos do cacto seja a maior dor depois que ela se foi… Em algumas noites, o efeito é alucinógeno para quem tem sede e não tem água para beber.

Mariana Gouveia
*título retirado do poema de Rui Nunes lá no Primeiramente

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