infinitamente

Quando o amor acontece

Quando o amor atravessou o quintal, ele era quase alado
Dava pulos no peito e voava para além das árvores.
Depois, com o tempo – e só o tempo compreende essas nuances – ele foi esparramando raízes, com suas gavinhas, como se fosse abraço e hoje, já mora aqui… De vez. Acho que para sempre.
Em alguns dias, como o de hoje, ele muda o nome para paixão, só para mudar a rotina dos batimentos dentro do peito.

Mariana Gouveia

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