No dia em que uma aldeia chorou as perdas, o quintal emudeceu.
Já era noite quando eu cheguei e abri os braços em oferenda do meu abraço.
Lembrei -me do avô, tão guerreiro – tão frágil diante da dor.
Lembrei -me da fragilidade da avó – tão menina – a se oferecer em troca para que os dela não sofressem.
No dia em que o quintal ficou em silêncio, até às flores e o sino dos ventos ficaram em silêncio em respeito à aldeia que chorava saudades.
Mariana Gouveia

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Diante do teu luto vivido faço meu silêncio, e regozijo diante de tão bela poesia. Um fraternal abraço do poeta Carvoeiro Matuto do Guaicuí
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Eu agradeço do fundo do coração. Abraço
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