Divã

Quase todo amor é feito de vésperas. 

Aberta a temporada de vento. As cortinas dançam em favor da brisa.
Saboto a paixão no instante do paraíso.
Na véspera, a previsão do tempo é dedicada as flores. Um século era quase o momento de agora.

Faço a visitação à árvore em ritual de encanto. Tudo é magia na suavidade da pétala.

Era amanhã a queda de flor e a calçada. acolhida do instante sublime.

O meu querer tem o cheiro dela na cor que desbota quando cai e mudo a rota da estrelas para o olhar dela.
Quase todo amor é feito de vésperas. O instante que acontecerá no dia seguinte.

Cabe em minha mão o nome. Recitado em suavidade com o silêncio da noite. O sensor que me move é o da liberdade e dentro dele busco a poesia que estanca a dor.

Mariana Gouveia
Agosto é o mês das vésperas e de Beda.
Participam junto comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Darlene Regina – Mãe Literatura – 
Suzana Martins  Roseli Pedroso
*imagem: Chervona Vorona 

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